segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mudar o passado e momentos eternos.


Todos nós procuramos momentos eternos.
Estamos tão desesperados para preencher aquele vazio dentro da nossa alma, que insiste em ficar ali, batendo e batendo a cada dia que passa, que acabamos mudando as histórias que nos aconteceram, que já foram presente, e que hoje, são só cicatrizes do passado. Mudamos uma palavra, uma cena, uma pessoa. Falamos muito mais sobre o que achamos que aconteceu, do que realmente foi.  E eternizamos aquela cena que foi formada dentro da nossa cabeça. Aqueles sentimentos que se congelaram no tempo confirmam que aquele momento foi tão bom e eterno que você nem percebeu que o criou todo por um sentimento de vazio e de uma vontade louca em se lembrar das pessoas e dos momentos que viveu, antes que eles sejam apagados pelas ventanias que tanto nos assombram na vida. O sentimento de ser esquecido ou apagado completamente da história, como se sua vida fosse insignificante ou não tão incrível quanto realmente foi.  Aquele vento que leva e apaga, que te faz não ter certeza do que aconteceu, ou do nome das pessoas que tanto foram importantes para você algum dia. Até que de repente, a brisa que leva as pessoas também é a mesma que leva as lembranças, e só fica aquele sentimento de algo deu certo algum dia, mas você não sabe realmente o quê. Aquele sentimento de que alguém falou uma piada bem na hora da foto, mas que você não se lembra quem ou o quê.  Mudar o passado. Tão cruel consigo mesmo. Tão desesperador, e que é uma ação tão cega que você não percebe a única coisa que esteve na sua frente o tempo todo: momentos eternos são feitos por flashes, segundos, míseros segundos que você lembra de uma risada, de uma pessoa, de um acontecimento, de um olhar, ou da sensação do seu coração batendo e batendo mais forte conforme você daria passos. 

Todos nós temos momentos eternos. Mas eles são quase insignificantes segundos do passado.  Que quando lembrados, não precisamos mudar uma história inteira, nem o passado inteiro, para que eles sejam boas histórias, porque eles já são perfeitos por si só. 

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